O Mundo Desenhado Por Um Autista

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“Eu só rodovia redondos com maneiras ovais dentro. Me lembraram os ‘Angry Birds’, contudo isto era tudo. Até que um amigo meu, que é asperger, me citou: ‘Mas, Você tem certeza de que são rostos de pessoas postando…gritando'”. Miguel Gallardo, ilustrador e comissário da apresentação “Eu vejo o que você não vê’ do CaixaForum, fala sobre os desenhos de sua filha Maria, que tem vinte anos e é autista. A arte é uma forma de informar, de expressar uma forma peculiar de olhar a vida, por isso “o que você vê aqui não é arte”, esclarece o artista.

As folhas expostas são somente uma pequena fração do universo hermético em que vivem imensas pessoas, compreendidas entre os cinco e os setenta e nove anos, que têm Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Síndrome de asperger. E isto é o que há de tão especial nessa apresentação, por causa de “têm o melhor dos gênios e dos filhos, no entanto sem o componente do ego. Suas ilustrações são para eles, desenhar assistência a relaxar ou se organizar”, explica Gallardo, que lembra que Maria, ao visitar a apresentação, não entendia por que estavam ali com seus desenhos, à visão de todos. As pinturas mostradas em CaixaForum provêm tal da associação alemã AKKU, como a Federação Catalã de Autismo e síndrome de Asperger (FCAA).

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Alguns lembram o cubismo; outros são explosões de cores sem formas definidas como a arte abstrata; animais fantasiosos inconfundíveis do surrealismo; ou cenas cotidianas bastante detalhadas e milimétricas. “São pessoas com as capacidades sensoriais muito montadas e têm muita memória”, comenta Gallardo.

Detalhes como diferenciar as tubulações de água fria e água quente ou localizar as tomadas em uma residência alheia ajudam a preservar a calma e a discernir um espaço que lhes é novo. A rotina é uma das chaves para os autistas.

“Precisam de fontes consistentes e claras para se perceber seguros”, explica Gallardo no tempo em que sinaliza abundantes desenhos que destacam linhas de metro ou complexos sistemas de estradas. Outro modelo é o de Erik, de 6 anos, que depois que tua mãe lhe contou o conto de Hansel e Gretel, decidiu formar um mapa até a residência da bruxa, pra que não se perdessem.

Esta indispensabilidade de controle é a chave para assimilar os problemas de socialização que comporta esse síndrome. “A comunicação custa porque a língua é modificável e flutuante. Não entendem nem ao menos a ironia nem ao menos o porquê de um instituído tom de voz.